Psicose, de 1960, entrou para a história do cinema como uma das obras mais importantes do mestre do suspense Alfred Hitchcock. No livro, o jornalista e roteirista Stephen Rebello desvenda os bastidores da produção considerada pelo American Film Institute o melhor thriller de todos os tempos, conta a impressionante história real que inspirou o filme e revela a decisão do cineasta, após a recusa do projeto pela Paramount, de bancar ele próprio as filmagens, atraindo estrelas famosas por uma fração do cachê habitual, marca de sua obstinação artística e determinação.
O livro, publicado nos anos 1990 e reeditado agora por conta do filme Hitchcock, feito com base no relato de Rebello, é um documento que atesta o caráter transformador do trabalho de Hitchcock no cinema e sua importância na época. Para quem nunca havia visto Psicose antes, como eu, ler essas páginas foi querer ver o filme com toda a atenção do mundo para perceber os detalhes que o autor destacou no livro – o que realmente acabei fazendo.
“Inspirado em fatos reais” - A frase não está lá, mas poderia ser a primeira imagem após os créditos iniciais de “Psicose”. No caso, a realidade não influenciou Alfred Hitchcock, mas sim o escritor Robert Bloch, autor do livro que deu origem ao filme: “Psycho”. O autor, morador de uma cidadezinha no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, soube por notas nos jornais de um caso assustador no vilarejo de Plainfield. Passou a anotar cada nova informação em um caderninho e chegou a um assassinato em série que perturbou os americanos em novembro de 1957.
Em busca de um novo projeto, o escritor Robert Bloch usou os detalhes mórbidos do caso Gein como ponto de partida para “Psycho”. No lugar do vendedor em uma fazenda, criou Norman Bates como gerente de um hotel em decadência. Para preencher as motivações dos assassinatos, apelou para a psicologia e criou um complexo de Épido macabro. Mas alguns fatos verídicos continuam lá: a mocinha Mary Crane (que, no filme, se chama Marion) tem o mesmo nome que a primeira vítima de Gein em 1955 (Mary Hogan). Uma “homenagem” do autor.



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seu comentário é sempre bem-vindo! Pra mim é muito importante ter este retorno, assim saberei se estou no caminho certo, por favor, deixem suas dúvidas, críticas, sugestões, elogios! - smallfashionvictim@gmail.com