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13 de maio de 2013

Filme do Fim de Semana: Mama

Na onde dos filmes de "terror" que andam lançando resolvi tirar um dia da semana (passada) pra assistir este filme com a minha irmã e minha mãe.


Mama conta a história de duas meninas que são sequestradas por seu pai, vão parar numa casa no meio de uma floresta e misteriosamente o pai some. O tio delas, Lucas, leva cinco anos para encontrá-las e, quando consegue, descobre que talvez elas não tenham passado todo esse tempo sozinhas. O que mais me chamou atenção no filme, além da história intrigante e muito bem executada, é a transformação de vários personagens que te assustam, mas ao mesmo tempo passam para o espectador outro sentimento.


Quando vi o trailer de "Mama" fiquei bastante curiosa e quando descobri que era produzido por Guilhermo del Toro, eu tinha certeza que eu iria para o cinema assistir. Eu jurava que iria ser um filme no estilo de "O Labirinto do Fauno", tenso e um pouco assustador, mas com um suspense surreal. Errei de verdade. "Mama" puxa muito para o suspense de "O Orfanato", também produzido por Guilhermo. E, ainda, o suspense e o jogo de sombras usado em "Mama" é completamente diferente de qualquer outro filme de terror. Como qualquer filme do estilo, "Mama" não foge a regra e seu foco principal é na personagem Mama. Mas em paralelo também temos a historia de Luke (que é tio das meninas Victoria e Lilly) e sua namorada Annabel (Jessica Chastain). Por cinco anos, Luke procurou suas sobrinhas e quando as achou fez de tudo para ter a guarda delas. Em contra partida temos Annabel, namora de Luke e baixista numa banda, cheia de tatuagens que, na verdade, só quer curtir a vida e ela acaba caindo de pára-quedas na rotina das crianças Lilly e Victoria. A relação das três começa a melhorar quando Luke se ausenta.

Podemos ver transformações de dois personagens onde elas aprendem a conviver uma com a outra apesar de toda a suas particularidades. Acho que o ponto alto do filme é realmente o final, a maioria das pessoas achou ruim, mas eu achei um tanto quanto poético com a transformação de um personagem que não estávamos esperando se transformar. Passando para quesito atores, acho que não poderia existir um elenco melhor. As meninas (Megan Charpentier e Isabelle Nélisse) passaram para o público toda a característica de abandono com uma realidade surreal. Jessica Chastain cada dia que passa mostra à que veio com sua brilhante atuação em cada filme.

Ponto Fraco:
Talvez o mais fraco de todos seja Nikolaj Coster-Waldau, que interpreta Luke. Acredito que a sua ausência no filme faz com que sintamos falta de uma atuação à altura das meninas e de Jessica, mas apesar de tudo, ele é essencial para a história fluir. Quanto a direção, o primeiro longa de Andres Muschietti, acaba sendo um ótimo abre-alas. Bem dirigido e elaborado, o filme não peca em quase nada, a não ser no roteiro, falta uma explicação que é mal dada no início. Mas é completamente aceitável.

Aliás, pra quem não sabe, existe um curta-metragem de três minutos com o mesmo nome e foi dirigido também por Andres. Parece que ele curtiu a ideia e resolveu passar para telona. E deu certo.

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